Evaluation of the pharmacotherapy profile and adherence to pharmacotherapy by patients at a hemodialysis service In Southern Brazil
DOI:
https://doi.org/10.30968/jhphs.2026.172.1431Resumo
Objetivos: Estimar a prevalência de não adesão de medicamentos avaliada pelo Brief Medication Questionnaire (BMQ) e investigar sua associação com polifarmácia, cognição e fontes de acesso a medicamentos entre pacientes em hemodiálise atendidos em um hospital terciário no sul do Brasil. Métodos: Estudo transversal realizado na unidade de hemodiálise de um hospital de ensino em Caxias do Sul (RS), entre maio e dezembro de 2022. Adultos (≥18 anos) em hemodiálise e em uso de pelo menos um medicamento contínuo foram elegíveis. A adesão foi medida pelo BMQ e categorizada como Alta/Provavelmente alta versus Baixa/Provavelmente baixa. A Polifarmácia foi definida como o uso de ≥5 medicamentos em casa. A cognição foi avaliada pelo Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) usando pontos de corte ajustados pela escolaridade. As fontes de acesso a medicamentos foram categorizadas de acordo com o modo de aquisição. Variáveis categóricas foram apresentadas como n (%) e comparadas entre os grupos de adesão usando o teste qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher; p < 0,05 foi adotado. Resultados: De 109 pacientes avaliados para elegibilidade, 105 preencheram os critérios e 98 foram incluídos na análise. A não adesão (Baixa/Provavelmente baixa) foi de 84,7%. O número médio de medicamentos em casa foi de 5,0 (± 2,5) e 57,1% tinham polifarmácia. Não foi observada associação entre cognição e adesão (p = 1,00). Foi identificada associação entre polifarmácia e não adesão (p = 0,005). O uso de quelantes de fosfato foi mais frequente entre os pacientes não aderentes (p = 0,008). O número de fontes de acesso não foi demonstrado associação com adesão (p = 0,305). As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão e diabetes, e o perfil farmacoterapêutico concentrado em anti-hipertensivos, agentes para distúrbios minerais e ósseos e hipoglicemiantes.
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