Clinical implications of overbasalization in patients with diabetes mellitus under basal insulin therapy: a retrospective cohort study
DOI:
https://doi.org/10.30968/jhphs.2026.172.1413Resumo
Objetivos: Avaliar a prevalência da hiperbasalização e sua associação com hipoglicemia e controle glicêmico inadequado em pacientes com diabetes mellitus, bem como mensurar suas repercussões sobre os recursos da saúde pública. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo na clínica de endocrinologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley (UFPB), João Pessoa, Brasil. Foram incluídos prontuários de pacientes adultos com diagnóstico de diabetes mellitus há ≥12 meses e pelo menos duas consultas ambulatoriais entre dezembro de 2022 e junho de 2023. As informações extraídas abrangeram características demográficas, classificação do diabetes, esquema insulínico e episódios de hipoglicemia. Considerou-se hiperbasalização a administração de doses suprafisiológicas de insulina basal sem atingir as metas glicêmicas. A análise estatística avaliou o risco relativo de hipoglicemia e o controle glicêmico (níveis de HbA1c) entre pacientes com e sem hiperbasalização. Resultados: Foram analisados 305 prontuários, dos quais 112 atenderam aos critérios de inclusão. Identificou-se hiperbasalização em 32 pacientes (28,6% da amostra). Pacientes com hiperbasalizaçãoapresentaram risco relativo de hipoglicemia 2,38 vezes maior (IC 95%: 1,13–5,04; p = 0,006) em comparação àqueles sem hiperbasalização. Além disso, a média de HbA1c foi significativamente mais elevada no grupo com hiperbasalização(10,07% versus 8,47%; p < 0,001), indicando pior controle glicêmico. Conclusões: A hiperbasalização mostrou associação significativa com aumento dos episódios de hipoglicemia e com controle glicêmico insatisfatório em pacientes diabéticos. Esse fenômeno acarreta não apenas repercussões clínicas negativas—incluindo maiores taxas de hospitalização e redução da qualidade de vida—mas também sobrecarga financeira expressiva ao Sistema Único de Saúde (SUS). A implementação de estratégias educativas direcionadas e o manejo individualizado poderão mitigar esses efeitos, promovendo cuidados em diabetes mais seguros e eficazes.
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