Estratégias para Superar Barreiras no Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária à Saúde
DOI:
https://doi.org/10.30968/jhphs.2025.161.1253Resumo
O Cuidado Farmacêutico (CF) impacta positivamente nos cuidados primários, melhorando os indicadores de saúde e gerenciamento da farmacoterapia dos pacientes. Entretanto, sua implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta desafios administrativos, técnicos, atitudinais e políticos. Este relato tem como objetivo apresentar as estratégias para superar barreiras da implementação do CF no SUS. Foi realizada uma oficina, com abordagem transversal, envolvendo seis farmacêuticos participantes de um projeto maior; em que os participantes discutiram desafios previamente identificados. As estratégias de superação foram elaboradas de forma colaborativa, a partir de experiências e consenso do grupo. Os resultados indicaram que estratégias administrativas incluem a reorganização do processo de trabalho, sensibilização de gestores e adoção de prontuários eletrônicos. No âmbito técnico, destacou-se a necessidade de capacitação contínua e inserção ativa dos farmacêuticos em equipes multiprofissionais. Atitudes como comunicação assertiva, uso de evidências científicas e personalização do cuidado foram efetivas para superar a resistência de pacientes e profissionais. Politicamente, a articulação intersetorial e a demonstração de benefícios econômicos e clínicos fortaleceram o apoio dos gestores. As estratégias discutidas reforçam a importância de ações integradas e participativas para promover uma implementação duradoura do CF no SUS, impactando positivamente na efetividade dos serviços de saúde.
Downloads
Referências
Araújo PS, Costa EA, Guerra AA Junior, et al. Pharmaceutical care in Brazil’s primary health care. Rev Saude Publica. 2017 Nov 13;51(suppl 2):6s. doi: doi.org/10.11606/S1518-8787.2017051007109.
Rotta I, Salgado TM, Silva ML, et al. Effectiveness of clinical pharmacy services: an overview of systematic reviews (2000-2010). Int J Clin Pharm. 2015 Oct;37(5):687-697. doi: 10.1007/s11096-015-0137-9.
Santos FTC, Silva DLM, Tavares NUL. Pharmaceutical clinical services in basic care in a region of the municipality of São Paulo. Braz J Pharm Sci. 2018;54(3):e17033. doi: 10.1590/s2175-97902018000317033.
Moreira PM, Aguiar EC, Castro PR, et al. Optimizing Hypertension Treatment in Older Patients Through Home Blood Pressure Monitoring by Pharmacists in Primary Care: The MINOR Clinical Trial. Clin Ther. 2023;45(10):941–946. doi: 10.1016/j.clinthera.2023.06.007.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 4.379, de 14 de junho de 2024. Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 2, de 28 de setembro de 2017, para estabelecer as Diretrizes Nacionais do Cuidado Farmacêutico no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
Pereira CEO, Bambirra EHF, Fernandes BD, et al. Factors influencing the implementation of pharmaceutical care in outpatient settings: A systematic review applying the Consolidated Framework for Implementation Research. Res Social Adm Pharm. 2022 Apr;18(4):2579-2592. doi: 10.1016/j.sapharm.2021.06.011.
Dosea AS, Brito GC, Santos LMC, et al. Establishment, Implementation, and Consolidation of Clinical Pharmacy Services in Community Pharmacies: Perceptions of a Group of Pharmacists. Qual Health Res. 2017 Feb;27(3):363-373. doi: 10.1177/1049732315614294.
Santos SC, Rocha KSS, de Araújo DCSA, et al. Perception of community pharmacists about the work process of drug dispensing: a cross-sectional survey study. BMC Health Serv Res. 2022; 22:161. doi: 10.1186/s12913-022-07528-y.
D’Andréa RD, Wagner GA, Schveitzer MC. Percepção de farmacêuticos na implantação do Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica. PHYSIS – Revista de Saúde Coletiva. 2022;32(2):e320212. doi: 10.1590/S0103-73312022320212.pt.
Barrows HS, Tamblyn RM. Problem-based learning: an approach to medical education. New York: Springer; 1980.
da Silva LGR, de Souza SR, Tinoco MS, et al. Construction and validation of a questionnaire on the knowledge of pharmacists to work in pharmaceutical care in the Brazilian public health system. Medicina (Ribeirão Preto). 2024;57(2): e-212551. doi:10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.212551.
da Silva LGR. Implementação do Cuidado Farmacêutico no Sistema Único de Saúde: projeto ImplanFarSUS [tese]. Divinópolis (MG): Universidade Federal de São João del-Rei; 2025.
da Silva LGR, Silva LYM, Pereira ML, et al. Construction and validation of an instrument to identify barriers to implementing pharmaceutical care. Explor Res Clin Soc Pharm. 2024;16:100529. doi:10.1016/j.rcsop.2024.100529.
Onozato T, Cruz CFS, Farre AGM da C, et al. Factors influencing the implementation of clinical pharmacy services for hospitalized patients: a mixed-methods systematic review. Res Social Adm Pharm. 2019;16:437-449. doi:10.1016/j.sapharm.2019.06.018.
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Resolução SES/MG nº 8.428, de 09 de novembro de 2022. Estabelece as normas gerais para concessão e execução do incentive financeiro para custeio, na esfera municipal, da Política Estadual de Assistência Farmacêutica Ambulatorial no âmbito das Redes de Atenção à Saúde – Farmácia de Minas. 21 nov. 2022.
Napier P, Norris P, Braund R. Introducing a checking technician allows pharmacists to spend more time on patient-focused activities. Res Social Adm Pharm. 2018 Apr;14(4):382-386. doi: 10.1016/j.sapharm.2017.05.002.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação em Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
Leite SN. Quê “promoção da saúde”? Discutindo propostas para a atuação do farmacêutico na promoção da saúde. Cien Saude Colet. 2007;12(6):1749-1750. doi:10.1590/S1413-81232007000600036.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Autores

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores transferem, atribuem ou transmitem à JHPHS: (1) o direito de conceder permissão para republicar ou reimprimir o material indicado, no todo ou em parte, sem taxa; (2) o direito de imprimir cópias republicadas para distribuição gratuita ou venda; e (3) o direito de republicar o material indicado em qualquer formato (eletrônico ou impresso). Além disso, o abaixo assinado afirma que o artigo descrito acima não foi publicado anteriormente, no todo ou em parte, não está sujeito a direitos autorais ou outros direitos, exceto pelo (s) autor (es), e não foi enviado para publicação em outros lugares, exceto como comunicado por escrito para JHPHS neste documento.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma Licença de atribuição Creative Commons Attribution (CC-BY) que permite que outros compartilhem o trabalho com um reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Politica de Auto-arquivamento
Autores tem permissão e são encorajados a submeter o documento final em pdf dos artigos a páginas pessoais ou portais institucionais, após sua publicação neste periódico (sempre oferecendo a referência bibliográfica do item).